O público alvo para a pesquisa foram profissionais de TI e executivos desta área que atuam em grandes e médias empresas usuárias de tecnologia ou do próprio setor técnico. A pesquisa foi realizada em agosto de 2011 com 132 participantes, de 127 empresas brasileiras.

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Nas estações de trabalho, a fatia da empresas que decidiram não utilizar software livre é de 37.1%, mais que o triplo das empresas que optaram por não utilizar o software livre nos servidores. Os 6% que planejam adotar o software no futuro são insuficientes para tornar o uso em estações de trabalho mais próximo da realidade observada nos servidores.

Ambientes

A maioria - 92% dos participantes - afirmaram que a utilização do software livre se dá em servidores ou mainframes, equipamentos centralizados e de uso exclusivo dos profissionais de TI da empresa. Apenas 26% citaram a utilização no ambiente desktop, majoritariamente destinado a usuários finais.

Focando na utilização do software livre nos servidores, identificou-se que o principal uso está em servidores web (64.4%). Cerca de metade das empresas utiliza software livre como servidores de banco de dados para aplicativos de missão crítica, número maior do que o citado como utilização na função servidor de email.

Aliás, a utilização como servidor de email em quantidade equivalente a aproximadamente metade dos usos como servidor web indica que, metade das empresas que adotam software livre como servidores web prefere manter seus servidores de email rodando em ambientes proprietários.

As principais questões que impedem maior adoção do software livre são ausência de aplicativos que a empresa precisa (43,2%), falta ou alto custo de prestadores de serviço confiáveis (25,8%) e falta ou alto custo de mão de obra especializada (19,7%).

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Consequências

Dentre os benefícios do uso, encontram-se: redução dos custos de TI (59.1%); diminuição de problemas com vírus (42.4%); melhoria da performance dos sistemas (41.7%); aumento da disponibilidade dos sistemas e ausência de interrupções (41.7%).

Dentre as empresas pesquisadas, 72% delas trabalham com equipes de no máximo 50 profissionais de TI. Quando o tamanho da equipe de TI é comparado com o tempo de utilização de software livre em servidores, o panorama é revelador.

As respostas revelam que as empresas que optaram por não utilizar este tipo de software são as que possuem equipes de até 50 profissionais de TI. Uma interpretação para este fato é a de que as empresas maiores ousam mais e “se dão ao luxo” de lidar com software livre. Ainda nas empresas maiores, de acordo com a análise de suas respostas, conclui-se que o mercado de software livre já não sofre modificação há anos.

A pesquisa apontou que 50% das empresas entrevistadas possuem no máximo 10% do total de sua equipe formada por profissionais de TI especializados em software livre. No outro extremo, 19.7% das empresas possuem mais de 75% da equipe composta por profissionais de software livre.

Apenas 12% dos respondentes indicaram que a remuneração desses profissionais é superior à média dos demais profissionais de TI. Assim, a falta deles não deve estar sendo considerada tão crítica pelas empresas, pois se eles fossem realmente considerados necessários, a quantidade de empresas dispostas a pagar remunerações mais altas teria que ser maior.

Profissionais

Analisando a formação dos profissionais de software livre, os resultados obtidos indicam que 15.3% são técnicos, 57.3% são graduados, 6.9% são pós-graduados e 20.6% são profissionais não especializados.

Aproximadamente dois terços das empresas (65.9%) mantêm profissionais especializados em software livre, mas sem qualquer certificação. Dentre os profissionais que possuem certificação, constatou-se que: 22% possuem certificação Red Hat; 8.3% possuem certificação LPI; 3.8% possuem Suse/Novell; 1.5% possuem ICS Impacta e 15.9% possuem outras certificações Linux.

Alinhada ao uso do software livre nas empresas está a intenção de contratação de profissionais da área: 65.9% das empresas participantes afirmaram que não pretendem contratar nenhum profissional de software livre nos próximos 12 meses.

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Apenas 3.8% das empresas responderam que pretender contratar mais de cinqüenta profissionais de software livre e isso se deve ao fato de estas empresas utilizarem o software intensamente.

Quando perguntadas sobre a possibilidade de preencher suas necessidades por meio do treinamento dos recursos humanos que já possuem, em vez de buscar profissionais do mercado, 36.8% das empresas responderam que pretendem treinar de um a cinco profissionais internos (em vez de buscá-los no mercado), enquanto 40.2% das empresas não possuem nenhuma intenção de treinar seus profissionais.

Contratação

O conhecimento técnico, a formação superior, o desempenho na entrevista pessoal e a indicação são fatores que obtiveram empate técnico entre os possíveis fatores que influenciam no momento da contratação. A certificação profissional se mostrou crucial para 26.2% das empresas, ao passo que 53% acreditam que as certificações podem ser um critério de desempate quando os outros aspectos entre dois candidatos são equivalentes.

O estudo aponta que o software livre está praticamente entrando em fase de estagnação: apenas 4% das empresas consultadas apostam todas as suas fichas nesta plataforma, enquanto a grande maioria faz uso muito moderado e 20% das empresas se recusam a fazer qualquer uso.

Ainda não há ameaças claras para a substituição do software livre por outras plataformas. Entretanto, uma das maiores preocupações das empresas pesquisadas é com o aproveitamento das oportunidades geradas por inovações que podem surgir no ambiente proprietário. Assim, conclui-se que, quando a inovação “certa” surgir, a participação do software livre começará a cair no mercado brasileiro.

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