Nível de conhecimento do “Cloud Computing” pelos profissionais de TI

A questão inicial proposta pretendeu avaliar há quanto tempo o termo “cloud computing” passou a fazer parte da gíria técnica dos profissionais de TI.

Em 2010, 56,8% dos profissionais já estavam familiarizados com o termo “cloud computing” há mais de dois anos. Este percentual subiu significativamente, em um ano, para 81,5%.

Ao mesmo tempo a pequena parcela de profissionais para os quais o termo ainda se constituia numa novidade vem diminuindo rapidamente: o conhecimento do conceito em prazo inferior a um ano caiu de 23% para 7,9%.

Seja como for, parece-nos que em pouco tempo mais, o termo “cloud computing” será parte do vocabulário de todos os profissionais do setor.

A questão seguinte visou avaliar a imagem que a tecnologia de “cloud computing” possui juntos aos profissionais de TI:

Já em 2010, a imensa maioria dos profissionais opinavam que a Computação em Nuvem representava um novo modelo tecnológico, com o qual conviveriam por muito tempo. O percentual dos que possuem esta opinião aumento de 85,6 para 90,1%.

Aqueles profissionais que consideravam tratar-se de uma moda passageira, a ser substituída em breve por outras “modas”, eram 6,5% em 2010 e são agora 5,3%. Parece-nos que há ai um grupo de ‘céticos’ que dificilmente serão convencidos.

Já a parcela dos que preferiram não opinar a respeito desta dualidade modelo x moda, caiu de 7,9% para 4,6%, isto é quase metade dos indecisos em 2010 agora tem uma opinião a respeito do assunto.

A seção inicial sobre o nível de conhecimento a respeito de “Cloud Computing” foi encerrada com duas questões avaliando a familiaridade dos profissionais de TI com dois dos serviços mais disseminados dentre os vários disponíveis no ambiente de “Cloud Computing”: o fornecimento de serviços de infra-estrutura e de aplicativos como serviços.

Quando questionados a respeito da sua familiaridade com o termo “Infra-estrutura como Serviço”, os profissionais de TI opinaram assim:

O percentual dos profissionais envolvidos regularmente com infra-estrutura como serviço no seu dia a dia aumentou de 44,6% para 48,3%, um avanço relativamente modesto.

Em relação ao termo “Software como Serviço”, a evolução da fatia dos profissionais envolvidos regularmente com a tecnologia aumentou de 53,2% para 58,3%:

Trata-se de outro avanço relativamente modesto (um crescimento da ordem de 10% da participação no mercado em um ano), mas consistente com a questão anterior.

Nível de Uso do “Cloud Computing” pelas empresas

Nesta seção avaliamos o uso efetivo, pelas empresas, de algumas das ofertas englobadas pelo “Cloud Computing”. No caso das empresas usarem algumas das ofertas, também avaliamos os custos incorridos.

Uso de Armazenamento como Serviço

Nesta questão analisamos o uso de Armazenamento como Serviço (isto é, storage que existe fisicamente em um local remoto, fora da empresa). O percentual das empresas que fazem uso deste serviço passou em um ano de 31,7% para 47,7%, um crescimento de quase 50% em um ano:

Ao questionar sobre os custos envolvidos no armazenamento como serviço, obtivemos estes resultados:

Ao mesmo tempo, a participação dos fornecedores gratuitos e/ou de baixo custo caiu de 59% para 45%, enquanto a faixa que mais investe no tema aumento de 21,3 para 29,3%.

Isto é um sinal claro de que o uso do recurso está deixando de ser experimental, e passando a fazer parte das operações de missão crítica das empresas.

Uso de Software Aplicativo como Serviço

Ao analisarmos o uso de Software como Serviço (isto é, aplicativos que as empresas acessam pela Web e estão hospedados em um local remoto, fora da empresa) , passamos de 44,4% em 2010 para 54,9% (o que representa também um crescimento significativo, da ordem de 25%, na participação de mercado).

Ao mesmo tempo, os 73% das empresas que optavam por soluções gratuitas ou de baixo custo em 2010 se reduziram a 61,1%, enquanto os que pertencem ao grupo dos que mais investem cresceu de 17,4% para 24.3%:

Uso de Informação como Serviço

Ao analisarmos o uso de Informação como Serviço (isto é, informação hospedada remotamente, que entra nas empresas por meio de uma interface bem definida, como p.ex. uma API) , tínhamos identificado em 2010 o uso por 40,9% das empresas. Este número cresceu para 45,1% na edição 2011 da pesquisa.

Além de se tratar de um crescimento modesto, chama a atenção também que esse ganho de participação de mercado de 4,2% é muito inferior à parcela correspondente aos que estavam avaliando ou pretendiam avaliar o serviço em 2010 (que somados representavam 19,7% do total).

Ao questionar sobre os custos envolvidos, mais uma vez verificamos que a ampla preferência por soluções gratuitas ou de baixo custo em 2010 (70,9% das empresas) vem caindo. Agora, 60,6% das empresas optam por estas soluções, enquanto a parcela que mais investe cresceu de 16,4% para 19,7%.

Outros tipos de Serviços consumidos na nuvem

Concluindo a seção de uso dos recursos/serviços ofertados na nuvem, avaliamos quais outros desses recursos já estão implementados nas empresas. Em 2010, os resultados obtidos indicavam que Banco de Dados como Serviço, Plataforma como Serviço e Testes de Software como Serviço já estavam em uso em 20 a 30% das empresas. Comparando os resultados obtidos em 2011, verificamos que a Plataforma como Serviço e Segurança como Serviço practicamente estagnaram, enquanto o Teste de Software e a Integração de Processos como Serviço tiveram um crescimento importante. A liderança continua sendo ocupada pelo Banco de Dados como Serviço, que passou de 28,8% para 33,8% de participação:

Serviços do “Cloud Computing” em avaliação pelas empresas

Finalmente, avaliamos quais recursos ou serviços da nuvem são avaliados pelas empresas nos próximos doze meses, como forma de entender o ritmo de crescimento esperado para estes serviços.

Os resultados obtidos em 2010 revelam que as respostas obtidas no ano passado não se transformaram em realidade. Comparando os resultados com os alcançados em 2011, observamos que a ordem de prioridade dos serviços mudou completamente, além dos percentuais serem maiores do que os alcançados em 2010.

Conclusões

Os resultados comparados das duas edições da pesquisa revelam que os profissionais que já tem alguma familiaridade com os conceitos de “cloud computing” devem se aproximar à totalidade do mercado já no próximo ano.

Todos os serviços propostos na forma de “cloud computing”, tiveram crescimento de 2010 para 2011 (embora em ritmos variados). Adicionalmente, as empresas estão migrando de serviços gratuitos e/ou de baixo custo para fornecedores mais caros (e que garantem níveis de serviços mais elevados), o que indica que essas soluções adotadas inicialmente serviram como uma etapa de experimentação/aprendizado.

Em outras palavras, uma fração importante do mercado já percebeu o valor e amadureceu os conceitos de “cloud computing”. Acreditamos que esta tendência deve se acelerar nos próximos anos.