O levantamento de dados foi desenvolvido através da realização de cem entrevistas junto a cem empresas diferentes, escolhidas aleatoriamente entre as empresas listadas no banco de dados da MBI.

Foram avaliadas questões como o conhecimento de profissionais que foram contratados para trabalhar no exterior, quantos destes são da empresa entrevistada, para quais países foram, se estes profissionais já voltaram, avaliação na importância de um convite para trabalhar numa empresa no exterior, entre outros aspectos relacionados. Um questionário semelhante foi aplicado em pesquisa desenvolvida em 2003, permitindo verificar quais aspectos sofreram modificações.

Contratação de profissionais para trabalhar no exterior

Questionamos sobre o conhecimento de profissionais de informática que foram contratados para trabalhar no exterior, comparando com a pesquisa de 2003, observamos que hoje em dia mais pessoas conhecem profissionais que foram trabalhar no exterior:

Em contrapartida, em relação à figura acima, verificamos em 2009 que na própria empresa em que trabalham conhecem menos  profissionais que foram trabalhar no exterior, como ilustrado na figura a seguir:

Quando perguntados para quais países estes profissionais foram, verificamos que as lideranças continuam com o Estados Unidos e Canadá. Enquanto que na pesquisa anterior tivemos 34% das respostas para os Estados Unidos, agora tivemos um salto para 50% Houve também crescimento Para o Canadá a oscilação foi mínima, em 2003 foi citado por 17% dos entrevistados e atualmente por 18%. Espanha foi o terceiro país mais citado em 2009, com 12%, seguido por Austrália, Portugal e Inglaterra, com 10%. De modo geral, houve um aumento na quantidade de profissionais que foram contratados para trabalhar no exterior.

Retorno dos profissionais para o Brasil

Quando questionados se tinham uma estimativa de tempo para o retorno destes profissionais, 17% respondeu que em até 3 anos estes profissionais estarão de volta ao Brasil, e o mesmo percentual se manteve afirmando que em até 10 anos estes profissionais retornarão. Por tanto, podemos afirmar que cerca de dois terços dos profissionais não retornarão ao país.

Fatores na decisão sobre trabalhar no exterior

Perguntamos sobre a principal forma de contratação destes profissionais ao irem para o Exterior, 26% foram procurados por head-hunters ou empresas de recrutamento no Brasil, 21% foram procurados diretamente pelas empresas no Exterior, ao passo que 20% enviaram currículos com interesse em trabalhar fora.

Outro aspecto analisado é a avaliação na importância de um convite para trabalhar numa empresa no exterior.

Em 2003, pedimos aos entrevistados que dessem notas de 0 a 10 a quatro fatores: possibilidades de ganhos maiores, realização de estudos, conhecimento de outras culturas e segurança pública. A maior média ficou para a realização de estudos, alcançando 8,8. Ganhos maiores também foi outro fator muito citado, ficando com 8,4.

Já em 2009 perguntamos a opinião dos entrevistados sobre a principal motivação que leva essas pessoas a decidirem trabalhar no exterior. A busca por melhor remuneração está no topo da lista, conforme gráfico a seguir:

Outro aspecto questionado diz respeito ao convite para trabalhar no exterior.  Na opinião dos entrevistados, os EUA continuam sendo o país que mais oferece oportunidades para jovens brasileiros, seguido por Canadá e Inglaterra, com percentuais de 67%, 49%, 25% respectivamente. Comparando as respostas das duas edições da pesquisa, observamos que houve um aumento significativo no número de profissionais indecisos. O número de profissionais predispostos a emigrar não foi tão diferente, mas o número de profissionais que descartam a hipótese de trabalhar no exterior diminuiu (o que indica um amadurecimento dos profissionais em relação ao assunto) como ilustrado a seguir:

Perguntamos se esses profissionais já trabalharam no exterior e 87% respondeu que não. Dos 13% que já tiveram a experiência em outros países, a maior parte retornou ao Brasil por não terem seus contratos renovados. Colocamos ainda a questão sobre o domínio de outros idiomas no caso de ir morar fora e o mesmo não representar dificuldade de adaptação, o Inglês lidera a lista com 87%, seguido do Espanhol com 39%.

O mercado de trabalho no Brasil

Nesta parte da pesquisa procuramos identificar o grau de contratação de profissionais de informática nas empresas no Brasil.

Primeiramente perguntamos sobre a quantidade de profissionais de informática na empresa.

Comparando com os resultados da pesquisa de 2003, observamos que houve um aumento de contração nas empresas de portes médio a grande:

Perguntamos sobre o tempo de constituição das equipes de TI nas empresas e 19% têm de 1 a 3 anos de formação, mas a maioria das equipes foram formadas há mais de 5 anos .

Quando questionados quanto ao número de profissionais que saíram da empresa no último ano, observamos que houve mudanças significativas quanto a esse fato: metade dos profissionais estão se mantendo por menos tempo na empresa. Comparando com os resultados da pesquisa de 2003, ilustramos na figura a seguir:

Outro aspecto questionado diz respeito à contratação de novos profissionais de informática no último ano. Comparando com a pesquisa de 2003, observamos que o número de contratações no geral aumentou, como ilustrado a seguir:

Para finalizar perguntamos quais meios as empresas mais utilizam para recrutar profissionais de TI, 64% preferem contratar profissionais que tenham sido indicados por colegas da empresa, conforme gráfico a seguir, questionamos se algum desses profissionais foram contratados de fora do Brasil e 93% respondeu que não:

Esta pesquisa foi contratada pela Impacta Tecnologia Eletrônica (http://www.impacta.com.br)