Crise econômica estimulou busca por países capazes de vender serviços a menor custo. - por Carlos Eduardo Valim

Os representantes do segmento de tecnologia consideram o novo patamar que o Brasil vem ocupando nos negócios mundiais como o motivo preponderante para a maior atenção recebida pelo setor, vinda também da Europa, representada pelo convite para ser parceiro oficialda Feira Internacional de Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Software e Serviços (Cebit) de 2012.Tornaram isso possível a familiarização internacional do termo Brie (Brasil, Rússia, Índia e China, considerados os países com maior potencial de crescimento) e o fato do país ter sido a economia que menos tempo sofreu os efeitos da crise global.

"A crise está nos ajudando, as empresas incluindo as européias querem contratar tecnologia de onde está mais barato. Claro que o Brasil não é o mais barato, mas temos um preço muito bom para eles", afirma o diretor da associação para o diretor da Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), Djalma Petit, que diz ter percebido uma mudança de direção durante evento realizado pela consultoria Gartner, em Cannes, no sul da França, este ano. De prospectadores de negócios, as empresas brasileiras passaram para o outro lado, atraindo a curiosidade.

"O interesse pelo Brasil é muito grande. O momento é de aproveitar", defende o presidente da Brasscom, Antonio Carlos Gil.

Empresas menores

A Assespro, que possui cerca de 1,3 mil associados, recebeu o convite durante viagem de negócios organizada pelo governo bávaro. A associação que reúne as empresas de software da Itaviera, tem o mesmo tamanho, mas é representada por empresas que faturam em conjunto cerca de 130 bilhões de euros. A média de tamanho das européias é muito maior. "Uma empresa de 500 milhões de euros é equivalente às de R$ 30 milhões aqui do Brasil", afirma o presidente da Assespro em São Paulo, Roberto Carlos Mayer.

Já o faturamento das empresas que compõem todas as regionais da Assespro, ele confessa ser impossível estimar. "Nem o número de funcionários delas conseguimos saber" afirma Mayer, que também é da MBI, consultoria que realiza estudos sobre o mercado nacional de software.