Pesquisa: planos de contingência somam 30%

Apenas 30% das empresas possui um plano de contingência, de acordo com pesquisa encomendada pela Impacta Tecnologia à empresa MBI. O levantamento faz um diagnóstico de como as empresas estão evoluindo em relação à segurança da Tecnologia da Informação e abrange o universo de 100 empresas de médio e grande porte instaladas no Brasil e usuárias de informática.

O estudo faz uma comparação com os anos de 2004 e 2006, quando o mesmo questionário utilizado neste de 2008 também foi aplicado numa amostra de igual tamanho.

Infra-estrutura

Em relação ao número de profissionais de informática que atuam nas empresas, a pesquisa mostra que houve um aumento no decorrer dos anos. Em 2004, a porcentagem de empresas que possuía mais de 16 profissionais de TI alcançava pouco mais de 15%. Em 2006, o percentual subiu para 35% e sofreu oscilações ao longo de 2008.

A quantidade de PCs nas companhias também oscilou no período. Em 2004 as empresas com mais de 100 equipamentos era de 36%, e em 2006 chegou a 72%. Já em 2008 essa porcentagem é de 46%.

A porcentagem das empresas que em 2004 tinha mais de seis servidores perfazia um total de 34%. Em 2006 esse número subiu para 68% e em 2008 o índice de empresas com até cinco servidores supera o de 2006, mas a "fatia" das que possuem mais de 50 está menor, o que indica que as empresas estão buscando outras alternativas tecnológicas.

Planos de contingência

A existência de um plano de contingência ainda é mais comum nas instalações maiores, porém não varia muito entre as empresas de menor porte. Este fator é percebido nos estudos de 2004 e 2006.

Em 2008, porém, a pesquisa mostra que o número de empresas que não possuem um plano de contingência cresceu significativamente, inclusive entre as companhias com mais de 50 servidores: de 40% em 2006 para 70% em 2008.

Servidores conectados à Internet

Em se tratando dos servidores conectados à Internet, os resultados de 2006 mostram que 11% das empresas não possuíam qualquer servidor conectado e 23% delas tinham todos os servidores conectados.

Comparando os estudos realizados em 2004 e 2006 percebe-se que a quantidade de empresas que não possuem qualquer servidor conectado aumentou de 5% para 11%, ao passo que o número das empresas que possuem todos os servidores ligados à Internet diminuiu de 30% para 23%. Em 2008 o número das empresas que possuem todos os servidores conectados voltou a crescer, somando 40% das companhias.

A justificativa para esse resultado está na preocupação crescente com tentativas de invasão. O aumento dos servidores acessíveis pela Internet em 2008 revela que as organizações passaram a dominar a tecnologia necessária para se proteger das possíveis invasões.

Plataforma de desenvolvimento

Entre 2004 e 2006 a maioria dos desenvolvedores continuou apostando nas plataformas mais tradicionais de desenvolvimento, como Delphi e Clipper, embora esse número venha decrescendo ao longo dos anos. De 2004 para 2006 foi observada uma queda de 40% para 34%. Em 2008 o número de profissionais que utilizam as plataformas tradicionais é de 22%.

Entre os usuários de Java e Microsoft ocorreu uma relativa estabilidade. A única diferença está na divisão entre os que utilizam Microsoft e Microsoft.net. Na pesquisa de 2008 os usuários Microsoft.net aparecem com 41%.

Medidas de Proteção - Antivírus nas estações

A forma mais tradicional de proteção contra pragas eletrônicas é formada pelos softwares antivírus. A Symantec é, desde 2004, a marca mais citada. Trend e McAffee disputam o segundo lugar.

Em 2004 o produto da Network Associates ocupava o segundo lugar, enquanto a marca Trend aparecia em terceiro. Em 2006 essas posições se invertem, mas em 2008 McAffee ocupa a segunda posição (24%) com larga diferença da Trend (9%).

De modo geral, todas as marcas consagradas em 2004 perderam algum espaço no mercado para outras de menor destaque em 2006. A porcentagem de empresas que diziam não utilizar qualquer proteção passou de 2% em 2004 para 0,9% em 2006. Na pesquisa de 2008 todas as companhias afirmaram que utilizam algum tipo de proteção.

Antivírus nos servidores

No caso dos servidores chama a atenção o fato de todas as marcas citadas perderem em porcentagem quando comparadas aos softwares antivírus utilizados nas estações. Somente a marca Trend eleva esta porcentagem de 20% para 21%.

Comparando o uso dos softwares antivírus com a quantidade de servidores nas empresas, a Symantec tem participação semelhante dentre as empresas de diferentes tamanhos, enquanto McAffee e E-Trust se concentram mais nas maiores. Em contrapartida, todos os usuários do AVG possuem no máximo cinco servidores.

Em 2008 a McAffee predomina entre as companhias com mais de 50 servidores, o que não ocorria nos outros anos. O AVG continua sendo o software mais utilizado pelas empresas com até cinco servidores.

Antispam

A pesquisa aponta que a quantidade de softwares que eliminam spam é bem menor que a de antivírus. Das empresas abordadas, 22% não adotam qualquer tipo de software antispam. Comparando os resultados de 2004 e 2006 é possível observar que o número de empresas desprotegidas diminuiu bastante, de 35% para 22%. Em 2208 esta queda é ainda maior já que apenas 6% das organizações não utilizam antispam.

Firewall

A utilização de firewalls para proteger as redes locais contra invasores que usam a Internet para acessar os servidores das empresas, inclui tanto soluções em software (como o uso do ISA Server da Mircrosoft e Linux) quanto em hardware (Checkpoint, Dlink, Cisco), com ligeira predominância para as primeiras. Esta constatação é encontrada nos três estudos realizados.

Das empresas que afirmavam não utilizar nenhum tipo de firewall houve uma queda de 26% para 13% entre 2004 e 2006. Em 2008 esse número não se altera tanto (15%).

Com relação à quantidade de servidores presentes nas empresas e o uso de firewalls, o Linux aparece mais concentrado nas instalações menores. Essa constatação está presente em ambos estudos.

No entanto, diferentemente dos dados revelados no estudo de 2004, no qual a Cisco aparecia somente entre as empresas com mais de 25 servidores, em 2006 a fabricante se faz presente em todas as companhias de pequeno, médio e grande porte. Em 2008, entretanto, a Cisco é pouco citada, enquanto Check Point, ISA Server e Linux são as mais utilizadas pelas grandes empresas.

Um fato interessante e que merece destaque é o uso do Linux em companhias de todos os tamanhos.

Servidores espelhados remotamente

Atualmente, apenas 42% das empresas abordadas utilizam servidores espelhados remotamente. No geral, em relação a 2006 não houve grande alteração, porém a porcentagem entre as grandes empresas que não utilizam servidores espelhados aumentou, o que indica que estas organizações podem estar buscando outros tipos de tecnologias. 

Conteúdo republicado a partir de http://www.baguete.com.br/noticiasDetalhes.php?id=31116