Pesquisa: profissionais respondem por 51% das despesas de TI

Uma pesquisa encomendada pela Impacta Tecnologia à empresa MBI aponta que os profissionais de TI respondem por mais da metade dos gastos da área. De acordo com o levantamento, os custos com pessoal representam 51% de todas as despesas da área. Deste percentual, cerca de 60% são consumidos por profissionais internos, enquanto o restante se destina ao pagamento de pessoal terceirizado.

Outros 23% do orçamento de TI são voltados à manutenção das plataformas de hardware, software e telecomunicações, de forma que sobram pouco mais de 25% do total para realização de novos projetos.

Ainda em relação aos profissionais de TI, as companhias consideram mais importante qualificar os seus funcionários por meio de treinamentos do que trabalhar no recrutamento ou na terceirização agressiva de mão-de-obra. "Este levantamento demonstra que as empresas se mantêm cautelosas quanto às prioridades de investimentos em TI, preferindo conservar os recursos atuais a investirem em novos projetos", considera Célio Antunes, presidente do Grupo Educacional Impacta Tecnologia.

Realizado junto a 185 empresas, sendo 65% delas de médio e grande porte (com 500 ou mais funcionários), o levantamento também aponta as tendências de investimento em TI no mercado corporativo brasileiro. Segundo ele, há um crescimento importante dos gastos totais em TI, sendo que atender as necessidades internas - como alocação de recursos, treinamento de pessoal e manutenção - é a prioridade das empresas. A maioria das companhias aponta a confiabilidade/segurança e velocidade das operações, os principais benefícios proporcionados pela TI aos negócios. A redução dos custos operacionais aparece em terceiro lugar.

Em 2008, cerca de 30% dos recursos alocados em novos projetos de TI estão sendo destinados à integração de um único sistema de informação dentro da própria empresa. A implementação de aplicações estratégicas para a melhoria da competitividade das empresas aparece em segundo lugar, com 26%. As demais iniciativas somadas, todas relacionadas à infra-estrutura de TI e atualização das aplicações, atingem 44% dos recursos totais.

Ao comparar o faturamento total das empresas e os investimentos em TI, o estudo aponta que, em média, as companhias destinam cerca de 3% de seu faturamento à área de TI. Entretanto, 42% das empresas destinam um percentual superior a 4%, enquanto 28% reservam no máximo 1% dos seus resultados para a TI.

Sobre a evolução dos investimentos realizados este ano em comparação a 2007, apenas 15% das empresas planejaram uma redução dos investimentos - 21% delas consideraram que os investimentos se manterão estáveis e 64% projetaram algum crescimento. Destas, quase a metade prevê um aumento superior a 25%.

Utilizando uma técnica de avaliação de 0 a 10, a pesquisa identificou que de modo geral as empresas reconhecem a importância da TI para o melhor desempenho das suas atividades empresariais e, por isso, destinam proporcionalmente recursos financeiros para que a TI possa acompanhar o desenvolvimento almejado. No entanto, em se tratando de vendas, embora as empresas considerem importante melhorar seu volume de vendas, elas não alocam os recursos de TI necessários na mesma proporção para que estes objetivos sejam atingidos.

Os dados apontam ainda que os departamentos de marketing e recursos humanos são os que menos recebem aportes da TI. Em contrapartida, ações relacionadas a regulamentos internos, gestão de processos, volume de vendas e resultados financeiros são citados com as médias maiores de recursos de TI.

Conteúdo republicado a partir de
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=16065&sid=46

Conteúdo republicado também em
http://admin.rs.sucesu.org.br/noticias/news_item.2008-10-10.4627836611/newsitem_view?month:int=12&year:int=2008