Na rota internacional

As brasileiras Matera e BRQ exploram as oportunidades de negócios no mercado norte-americano de software

Com vendas anuais na casa de US$ 7,7 bilhões, o mercado brasileiro de software já ocupa a sétima posição mundial no setor e rivaliza em tamanho com potências, como China e Índia. Um estudo recente – realizado pela Assespro (Associação de Empresas de TI, Software e Internet), MBI e ITS (Instituto de Tecnologia de Software) –, mostra, no entanto, que 46 entre as 50 maiores empresas nacionais desse segmento têm 90% de sua receita vinculada exclusivamente ao mercado interno.

Os resultados da pesquisa apontam que as companhias brasileiras de software, apesar de todo o poderio demonstrado em território nacional, ainda têm um potencial enorme de negócios a ser explorado no exterior, especialmente se levarem em conta as projeções de que esse mercado deve movimentar, em 2008, US$ 900 bilhões, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Na lista das empresas nacionais que decidiram investir no mercado internacional está a Matera. Com 20 anos de existência, a companhia – especializada em desenvolvimento e integração de software – começou a exportação de serviços para clientes dos Estados Unidos há três anos e, hoje, os negócios internacionais já representam 5% do faturamento anual do grupo, em torno de R$ 20 milhões.

Animada com os resultados, a Matera reavalia inclusive seus objetivos iniciais de, em 2009, obter receitas de R$ 8 milhões em território norte-americano. “Devemos superar essa meta. Neste ano, os negócios nos Estados Unidos já devem representar 15% do nosso faturamento”, aposta Carlos Augusto Leite Netto, presidente da companhia, sediada em Campinas (SP) e que atualmente mantém 180 funcionários.

O caminho escolhido pela companhia para internacionalizar seus negócios foi por meio de um consórcio de empresas de TI, batizado de Actminds e que contempla dez players de software da região de Campinas: a própria Matera, a Bluepex, a Ci&T, a FITec, a HST, a IPS, a Prógonos, a Programmer's, a Ser Informática e a Tele Design.

Criado em 2004, com o objetivo de estreitar as relações comerciais com o mercado internacional, o grupo Actminds conta com o apoio do Programa Nacional de Software para Exportação (Softex), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que recentemente renovou o aporte financeiro ao projeto, viabilizando a abertura do escritório da Actminds na Filadélfia (Estados Unidos).

Conteúdo republicado a partir de
http://computerworld.uol.com.br//negocios/2007/09/17/idgnoticia.2007-09-28.3323828088/