Software: A hora de buscar novas rotas de negócios

Uma das constatações do estudo realizado pela Assespro/SP e pelo Instituto de Tecnologia de Software - ITS - é que os produtores de software nacionais não conseguem romper a fronteira do Brasil para fazer negócios.

O levantamento - realizado com as 50 maiores empresas produtoras de software do Brasil, com capital 100% nacional - comprova que 72% das entrevistadas não têm negócios no exterior. Apenas 26% conseguem vender aplicativos para fora. Mas, países como Italia e a França, por exemplo, estão fora da rota de negócios.

"É impressionante, mas as ações das produtoras de software no mercado internacional é muito pequeno. São poucas as companhias que têm atuação lá fora. Na Espanha, por exemplo, apenas duas empresas estão atuando. Na Rússia, apenas uma consegue vender. Na Itália e na França não houve respostas. Essa é uma barreira que precisa ser vencida", afirma Roberto Mayer, presidente da Assespro/SP e responsável pelo levantamento realizado, em parceria com o ITS, e divulgado nesta quarta-feira, 04/07, na capital paulista.

Mayer admite que muitas dessas empresas não conseguem vender para o mercado externo porque precisam responder a uma demanda do mercado interno brasileiro. No entanto, o executivo, frisa que 'olhar para o próprio umbigo', não é a melhor alternativa, se houver uma estratégia de atuação de longo prazo.

Plano de ação

"O Brasil precisa vender mais. Precisa aparecer mais. E falo isso para os produtores de software. Na área de serviços, há um trabalho sendo feito. Precisamos, agora, fazer isso no mercado de aplicação. É preciso encontrar nichos o quanto antes, senão seremos, mais uma vez engolidos", adverte o presidente da Assespro/SP.

O alerta acontece até em função da própria história do software nacional. Para Mayer, o Brasil é um dos maiores produtores de soluções de automação bancária do mundo, mas são poucos os bancos brasileiros que adotam software produzidos no país. "Esse timing já perdemos". Agora, é a vez de encontrar nichos. E um deles pode ser a TV Digital.

"Tá todo mundo achando que TV Digital é coisa apenas para a Globo. É um erro. Há interatividade. Há aplicações em jogo", avisa Mayer. Os países com os quais o Brasil mais comercializa software são a Argentina e o México.

Isso significa que na própria América Latina há um espaço grande para ser conquistado na parte de aplicações e software de nichos. A pesquisa sobre o mercado de software foi feita pela MBI, empresa especializada no fornecimento de informação mercadológica sobre Tecnologia da Informação.

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http://www2.convergenciadigital.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htmfrom_info_index=21&infoid=8282&sid=5