Maiores empresas brasileiras de software não exportam, diz estudo

São Paulo - Levantamento organizado pela Assespro, ITS e MBI aponta que 92% das 50 maiores têm 90% da receita vinculada ao mercado nacional.

É uma sensação antiga: as empresas brasileiras de software quase não atuam no mercado externo. O que não estava claro, no entanto, era o quão grave era essa situação. De acordo com pesquisa realizada pela Assespro (Associação de Empresas de TI, Software e Internet), MBI e Instituto de Tecnologia de Software de São Paulo (ITS), 92% das 50 maiores empresas brasileiras de software, ou 46 delas, tem 90% de sua receita vinculada exclusivamente com o mercado interno.

“Os números ainda são pequenos, mas houve evolução. Algumas empresas estão atuando em países como Argentina, México, Portugal e Espanha”, afirma Roberto Carlos Meyer, presidente da Assespro-SP. Para ele, o maior desafio das empresas nacionais está em desenvolver uma estratégia clara e criar a condições para crescer em mercados internacionais nos quais o nível de exigência é maior, como Alemanha, França e Estados Unidos.

Atualmente, destaca a pesquisa, são empregados 17,5 mil pessoas nestas corporações que, em sua maioria (72%), possuem até 250 funcionários. “Se somado, o faturamento conjunto de todas as empresas não passa de 1 bilhão de dólares, valor muito pequeno para empresas que já têm, em média, 22 anos de atuação. Esse valor não está na média do que ocorre no mundo”, ressalta Mayer.

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