O primeiro dia de atividades em Buenos Aires foi destinado à realização de um seminário intitulado “Oportunidades de Investimento e Negócios em TICs na América Latina”. A organização do evento ficou a cargo da CESSI (Câmara Argentina de Empresas de Software e Serviços de Informática).
Este seminário se desenvolveu nas instalações da Chancelaria (Ministério das Relações Exteriores) da Argentina. Além de ceder o auditório do ministério, o prestígio que o tema em questão possui junto às autoridades do país, pôde ser comprovado pela presença, durante a cerimônia de abertura do evento, de quatro dos nove ministros de Estado da Argentina.
Três dos discursos ministeriais estão disponibilizados aqui:
Discurso do Sr. Jorge Taiana, Ministro das Relações Exteriores da República Argentina
Discurso da Sra. Débora Giorgi, Ministra da Produção da República Argentina
Discurso do Sr. Lino Barañao, Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação da República Argentina
Ao longo do seminário, os representantes de 21 países apresentaram um breve panorama da situação de seus mercados locais. Esta é a apresentação do Brasil:
No segundo dia de atividades, foi desenvolvida a assembléia semestral da ALETI, nas instalações do tradicional Palácio San Martín (primeira sede da Chancelaria argentina) que também contou com a participação de representantes de 21 países.
Como parte dos trabalhos, foi aprovada a reincorporação da Assespro na ALETI: embora a Assespro fosse membro fundador da ALETI, depois não houve qualquer participação adicional.
Outro ponto de destaque dos trabalhos, foi a assinatura do protocolo de criação do MercoTIC, câmara das entidades de TI do Mercosul, assinado pelos representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Como conclusão dos trabalhos, foi publicado o “Manifiesto de Buenos Aires”, uma declaração conjunta das entidades participantes de 17 países (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Equador, Espanha, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela - os outros 4 não foram representados por dirigentes de associações do setor), definindo rumos e recomendações para o uso da TI nos países da região.
Embora as diretrizes sejam gerais, elas representam a soma das experiências de todos os participantes. O ponto de partida é a constatação de que as tecnologias da informação e comunicação são transversais a toda atividade humana e social, e, portanto impacta a todos os setores econômicos privados e públicos. Assim, estas tecnologias se constituem numa ferrramenta fundamental de transformação social e econômica, capazes de facilitar a mobilidade social e econômica e no setor produtivo, de melhorar processos, incrementar a produtividade, estimular a competitividade e reduzir as brechas de desenvolvimento.
Em particular recomenda que os governos da região redobrem seus esforços programáticos para promover a penetração da Internet em todas as camadas sociais e econômicas, enfatiza a integração efetiva das pequenas e médias empresas de tecnologia da região nas compras do setor público, entre várias outras medidas.
Considera-se necessário que os organismos multilaterais e internacionais, assim como os governos nacionais, trabalhem com métricas que efetivamente meçam o impacto da TI sobre a sociedade e as empresas, de forma que as alternativas e processos de desenvolvimento se dêem a partir da aplicação e análise destas métricas.
É preciso, portanto, a cooperação entre cada sociedade, organizada em entidades representativas, e seu respectivo governo, para que o uso da TI possa se transformar em benefício efetivo para os cidadãos da região. Este é, sem dúvida, o maior desafio que temos em nosso país, na área de Tecnologia.


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