62% das empresas da amostra possuem quinhentos ou mais funcionários, enquanto outros 18% das empresas se situam nas faixas de cinqüenta a quatrocentos e noventa e nove funcionários. De forma que podemos afirmar que a amostra é significativa para o mercado em consideração. A margem de erro é estimada em sete por cento.

A maioria esmagadora dos profissionais ouvidos pela pesquisa participa de forma significativa do processo decisório. Metade deles estão envolvidos diretamente na tomada de decisão, enquanto outro quarto do total é influenciador significativo das decisões.

Quando questionados sobre a importância relativa das prioridades das iniciativas empresariais ao longo do ano de 2008, as quais foram avaliadas por cada entrevistado mediante uma nota de 0 a 10, obtivemos as notas médias retratadas na figura acima. De forma geral, identificamos que as iniciativas relacionadas a marketing e recursos humanos estão recebendo, por parte das empresas, uma prioridade menor. Enquanto isso, atividades relacionadas a regulamentos internos, gestão de processos, volume de vendas e resultados financeiros são citados com as médias maiores.

>

A mesma técnica de avaliação por meio de uma nota de 0 a 10 foi utilizada para avaliar a importância relativa destas mesmas atividades empresariais, no que tange ao envolvimento de recursos de Tecnologia da Informação para apoiar sua implementação. Comparando as médias obtidas com a importância das iniciativas para as empresas, observamos que as maiores prioridades empresariais coincidem com as prioridades em termos de Tecnologia da Informação, exceto no que diz respeito à melhoria no volume de vendas da empresa: em outras palavras, as empresas consideram importante melhorar seus volumes de vendas, mas em comparação, não estão alocando recursos de TI na mesma proporção para atingir estes objetivos.

Quando solicitamos aos entrevistados que avaliassem o interesse da empresa em relação aos benefícios que a TI proporciona aos negócios da empresa, novamente aparecem na frente questões relacionadas diretamente a operação interna das empresas: as maiores médias correspondem à confiabilidade, segurança e velocidade das operações internas da empresa. Contrapõe-se a este fato que a integração da empresa com outras da sua cadeia de fornecimento recebeu a média mais baixa entre os benefícios avaliados.

Quando questionadas sobre a evolução dos investimentos realizados pelas empresas ao longo de 2008, em comparação com 2007, observamos que apenas 15% das empresas projetam uma redução dos investimentos. 21% consideram que os investimentos se manterão estáveis, e 64% projetam um crescimento dos investimentos. Chama a atenção que quase metade das empresas que projetam crescimento, o fazem em nível superior a 25%.

Solicitamos às empresas informação sobre a relação entre o investimento total em Tecnologia da Informação e o faturamento total das empresas. Assim, estão incluídas despesas com profissionais de TI, o custeio da plataforma já existente assim como os investimentos. Em média, as empresas destinam cerca de 3% de seu faturamento à área de TI. 42% das empresas, entretanto, destinam um percentual superior a 4%, enquanto 28% destinam no máximo 1% do seu faturamento para a área de TI.

Quando solicitamos a subdivisão das despesas da área de Tecnologia da Informação item a item, identificamos que as despesas com pessoal representam 51% do total. Deste total, cerca de 60% é gasto com pessoal próprio, enquanto o restante se destina ao custeio de pessoal terceirizado. 23% do orçamento de TI é destinado à manutenção das plataformas de hardware, software e telecomunicações já existentes. Assim, sobram 25% do total para a realização de investimentos em novos projetos.

Ao questionarmos sobre o volume de recursos alocados em novos projetos de TI ao longo de 2008, observamos que praticamente 30% dos recursos estão sendo destinados à integração de recursos num único sistema de informação, dentro da própria empresa. Em segundo lugar aparece a implementação de aplicações estratégicas, com vistas à melhoria da competitividade das empresas. As demais iniciativas somadas, todas relacionadas à infra-estrutura de TI, à atualização das aplicações para plataformas mais modernas, atingem 44% do total.

Em relação aos seus profissionais de TI, as empresas consideram mais importante qualificar os profissionais que já possuem por meio de treinamentos, do que trabalhar no recrutamento ou na terceirização agressiva de mão de obra. 

Concluindo, podemos afirmar que ao longo de 2008 haverá um crescimento importante dos gastos totais em Tecnologia da Informação, sendo que o foco das empresas está na “arrumação da casa”: as prioridades citadas são todas internas, o que se reflete inclusive nas prioridades levantadas em relação à evolução dos recursos humanos da área.

Esta pesquisa foi contratada pela Impacta Tecnologia Eletrônica (http://www.impacta.com.br)