Códigos Postais são úteis não apenas para os Correios


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Atualmente mais da metade dos 190 países que compõem a União Postal Universal (www.upu.org) utilizam códigos postais, alguns apenas numéricos, outros misturando letras e números.

No caso do Brasil, o CEP (abreviatura de Código de Endereçamento Postal) foi criado em 1972, com cinco dígitos numéricos. Em 1992, ele foi ampliado para oito dígitos, acrescentando um hífen e três dígitos adicionais aos cinco originais.

A utilização destes códigos agiliza sobremaneira a triagem e distribuição das correspondências, que pode ser totalmente automatizada apenas pelo reconhecimento dos dígitos do código mediante o uso de sistemas de leitura automatizada.

Ao mesmo tempo, a lógica que organiza de organização do território, já que cada CEP corresponde a uma pequena área (ou até um ponto) geográfica, é útil para toda a sociedade: associações e empresas se valem dessa lógica em seus processos internos.

Esse ‘valor agregado’ dos códigos postais é a base da disputa pela sua propriedade intelectual: enquanto em alguns países o conjunto de códigos postais é disponibilizado pelos correios locais sem qualquer custo para toda a sociedade, em outros países eles são tratados como verdadeiros ‘segredos de estado’.

Nesses casos, disponibiliza-se a consulta gratuita a códigos individuais de forma muito restrita apenas para os cidadãos completando correspondências (é comum que essas consultas não permitam sequer copiar e colar os códigos, obrigando os usuários a copiá-los manualmente).

Já os interessados em usos coletivos dos códigos postais para qualquer outra finalidade são obrigados a pagar por esse uso. Em alguns casos esses pagamentos são únicos, em outros esses pagamentos seguem a lógica de assinaturas anuais. Os preços variam muito, conforme o país e o nível de uso que se deseja.

Outro aspecto a levar em conta é a legislação de cada país: em muitos casos, o serviço dos correios locais são um monopólio estatal. Há casos de correios que são empresas privadas, e há países onde ambos tipos de serviços convivem lado a lado. Obviamente, nesses casos, não faz sentido que cada prestador do serviço crie seu próprio código de endereçamento postal.

Não há nenhum argumento razoável, além do interesse comercial dos prestadores de serviços de correios, para restringir o uso dos códigos postais. Ao contrário, essa atitude é ainda mais questionável quando o serviço de correios é prestado por uma empresa estatal, constituída com dinheiro público (arrecadado da sociedade): ninguém leva vantagem ao ‘esconder’ os códigos postais, exceto quem os esconde.

Por essa razão, em diversos países há movimentos para a criação de bases de dados ‘paralelas’, construídas pela doação de dados de conhecimento do público.

Nós da MBI desenvolvemos um trabalho desse tipo aqui no Brasil desde a criação da empresa em 1990. Disponibilizamos todos os códigos postais que temos conhecimento em nosso site atualmente, município a município. E colocamos a disposição a base de dados completa, por um valor módico e único, que tem por objetivo apenas cobrir os custos deste trabalho.

Caso você verifique incorreções nos dados publicados, ou tenha conhecimento de novos códigos postais que ainda não publicamos, solicitamos nos envie a informação, para melhorarmos os dados a disposição de todos!


Publicado originalmente em
este site da MBI