Em 2015, as empresas brasileiras mais demitiram do que contrataram mão de obra na área de TI. Os dados são do Censo de TI 2015, pesquisa realizada pela Assespro Nacional, em parceria com a Federação Iberoamericana de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicações (Aleti), para a qual foram consultadas 950 empresas de 23 países, em quatro continentes.

O relatório mostra que as contratações feitas foram apenas para repor mão de obra. Na região latino-americana, em média, 28% das organizações não variaram na força de trabalho e outras 15% tiveram um incremento de até 10% no total de empregados. No Brasil, que sofre um déficit de profissionais qualificados, 31% das empresas registraram mais demissões do que contratações e mais 30% ficaram estáveis nesse quesito.

Na América Latina, 57% das empresas participantes do levantamento contrataram até oito funcionários, enquanto 12% não aumentaram o quadro de empregados. No Brasil, 58% dos entrevistados contrataram até oito pessoas, enquanto que 15% não fizeram uma aquisição sequer no mercado de trabalho. O estudo completo do Censo TI 2015, pode ser acessado aqui.

Dados da Softex - Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro - revelam que o Brasil pode ter um déficit de até 408 mil profissionais de TI até 2020. Já a organização Code.org prevê que, no mesmo período, 1,4 milhão de vagas sejam abertas em todo o mundo, mas apenas 400 mil delas serão preenchidas. O Congresso Mundial de Tecnologia da Informação -o WCIT 2016, que pela primeira vez acontece no Brasil, de 03 a 05 de outubro, em Brasília, vai debater as oportunidades da Era Digital, entre elas, um novo mercado de trabalho.