O e-mail marketing tornou-se uma das principais e mais utilizadas ferramentas de divulgação e venda de produtos e serviços nos tempos modernos. Uma ferramenta capaz de atravessar o globo e, on-line, chegar aos mais diferentes mercados, a baixo custo.

Empresas de todos os portes fazem uso dessa modalidade, imagens, mensagens, muitas vezes profissionalmente elaboradas, são distribuídas para as redes de contatos, mailing-list, com o objetivo de comunicar as mais variadas atividades, promoções, notícias, convites, novidades etc.

Pesquisas apontam que aproximadamente 90% dos e-mails recebidos diariamente são formados por SPAMS, empresas especializadas em sistemas de bloqueio e segurança, firewalls etc., oferecem as mais sofisticadas soluções, e contamos com o controle dos provedores de domínios e os hospedeiros que criam normas com limites de envio de e-mails diários. E, assim, as empresas investem cada vez mais na proteção das suas redes, dificultando o recebimento de mensagens com conteúdo “duvidoso”, nesse filtro encontram-se os e-mails marketing.

Paradoxalmente, muitas das empresas que investem no bloqueio de mensagens/SPAM, investem também nesta forma de divulgação, e-mail marketing, utilizando-se da ferramenta on-line para buscar alcançar seu objetivo de marketing/venda.

Em contrapartida, outras empresas criam soluções que colaboram no envio dessas mensagens, quebrando e ultrapassando bloqueios, chegando ao seu destino, são soluções simples de disparo de e-mails, serviços customizados, uma nova vertente de negócio.

Verdade é que, entre todos os e-mails que recebemos pelo menos metade é de divulgação/propaganda de produtos e serviços, desde grandes magazines com suas super ofertas, bancos, prestadoras de serviços, correntes de orações, informações de entidades e até as famigeradas mensagens que prometem dobrar o tamanho de algumas partes intimas masculinas, além de algumas mensagens suspeitas com cara de “vírus” que, antes de deletá-las, fazemos silenciosamente uma oração para que o “santo protetor dos computadores” proteja nossas informações.

Vivemos uma época em que, mundialmente, a mídia impressa sofre dia após dia face a concorrência da mídia on-line. O mundo quer facilidade. Num clique acessamos notícias do mundo todo, segmentadas, nos mais variados assuntos, qualquer assunto encontra-se hoje ao alcance das nossas mãos, inclusive pelo celular. O Brasil, apesar das diferenças de classes sociais, é totalmente adepto da tecnologia, participamos de redes sociais, estamos constantemente plugados.

Buscamos soluções de marketing de baixo custo e, também, não mais querermos lidar com papéis desnecessários (arquivos ocupam espaço e oneram os gastos fixos de nossas empresas), somente documentos, quando não passíveis de serem microfilmados (antigo?) ou escaneados têm o luxo de serem arquivados, protegidos e, para que isso se torne um problema cada vez menor, a tecnologia da informação busca constantemente criar novas soluções, seguras, para que a utilização do papel, mesmo reciclado, diminua consideravelmente. Utilizar papel hoje em dia deve ser uma ação consciente, devemos pensar na conservação do meio-ambiente. A divulgação on-line passa a ser então uma grande aliada nas campanhas institucionais, de marketing e vendas, principalmente em tempos de crise.

Queremos acessos cada vez mais velozes, procuramos todos os meios de cruzar fronteiras. Então fica a pergunta: como deve ser utilizado o e-mail marketing? Quem bloqueia seu recebimento deve ser autorizado a se beneficiar/utilizar da mesma abordagem?

Complicado... 

Pessoalmente, e como muitos de vocês já devem ter percebido, eu sou a favor da utilização da propaganda/divulgação/promoção on-line, nunca me retiro de uma lista de distribuição (a menos que seja ofensiva). Sempre que recebo e-mails marketing, passam pelos meus olhos: assunto, quem encaminhou, a empresa que representa, entre outros detalhes.

Como empresária e presidente de uma empresa de marketing e comunicação acredito que devemos manter a mente aberta e receptiva para conhecer e entender o que o mercado apresenta, concordo integralmente que regras devam ser criadas e obedecidas, tempo é dinheiro, e tenho sempre em mente que, se quero vender, tenho que dar a oportunidade para que me ofereçam, é uma troca, mesmo que seja “virtual”.

E vocês, o que pensam disso tudo? Acreditam em uma via de mão única ou em uma via de mão dupla? Qual seu procedimento quando recebe (provavelmente como eu dezenas de e-mails-propaganda diariamente) e o que faz quando tem que enviar, criar ou aprovar uma campanha on-line? 

Um próspero mês de março!