Dispor de uma placa de vídeo com 128 Mb de memória deixou de ser um luxo restrito aos PCs dos aficionados (ou viciados) por jogos: a forte competição no mercado de hardware de PCs trouxe este tipo de placas de vídeo, de alta performance, a preços tão baixos que já existem placas-mãe oferecendo-as 'on board'.

A capacidade de processamento deste tipo de placas foi, até pouco tempo, completamente subutilizado pelo software que tínhamos (honrosa exceção feita aos jogos, claro!).

Entretanto, começaram a surgir nos últimos tempos alguns aplicativos que realmente utilizam os recursos deste tipo de placa de vídeo para outros fins. O exemplo mais noticiado é o Google Earth, que exibe imagens de satélite de todo o planeta de forma tão precisa e criativa, que foi objeto de notícia na imprensa não técnica: valha o exemplo de ter sido publicada uma reportagem sobre ele no suplemento semanal de entretenimento do jornal O Estado de São Paulo.

Entretanto, este fenômeno não é restrito aos aplicativos. A Microsoft acaba de liberar, há poucos dias, a primeira versão beta do projeto Longhorn, sob o nome comercial de Windows Vista. Uma das inovações da interface de usuário deste novo sistema operacional é (adivinhou?) fazer uso sistemático dos recursos avançados das placas de vídeo!

Parece um detalhe pouco importante, no contexto da grande quantidade de inovações, mas o uso amplo dos recursos destas placas de vídeo sofisticadas deverá influenciar uma disputa que andava esquecida: é melhor usarmos 'thin clients' (o magro) ou 'smart clients' (o gordo)?

É absolutamente certo que a experiência dos usuários, ao 'pilotar' os softwares que exploram os recursos de vídeo em sua totalidade, é muito mais rica e atraente. A Microsoft certamente trabalhará com afinco para criar uma avalanche de softwares com esta característica. E o Google, embora se diga rival da Microsoft em outros aspectos, trabalha na mesma direção: viva o gordo!